Agitação e Propaganda

Mais um folheto de divulgação da KdF. Este é para ser impresso em A3 e pregado ao meio, como um pequeno jornal.

→ Podes descarregar cá um PDF com qualidade méia para ser impresso em A4.

É útil ao fazer aulas ou demonstrações nas que queremos que o público leve informação acerca da Arte para ler depois na casa (e, com sorte, decidir vir às aulas).

Os temas cobertos, por páginas, são:

  1. Presentação: a escola, Kunst des Fechtens, as HEMA.
  2. Código ético. Por que não uma arte autôctone? Inclusividade e não discriminação.
  3. Panóplia, extensão da Arte.
  4. Segurança, modernidade, motivação.

Como notarás, o objectivo do folheto não é tanto dar informação extremamente precisa acerca da KdF como criar uma imagem positiva da mesma, atacando os pontos de fricção que com frequência sucedem — e deixar a gente curiosa por conhecer mais.

O foco, colocado mais no académico e social que no desportivo, tem como objectivo selecionar o tipo de pessoas que se cheguem à escola como resultado da leitura do folheto: quero no estudantado determinadas atitudes.

Por que usar a terminologia original?

…ou, noutras palavras: por que não traduzir os termos? Zornhau para «Cutelada da Ira», Ochs para «O Boi», etc. Fácil, não é?

Mas… como traduzir Winden? Hengen puderam ser «as pontas suspensas», mas é um bocado longo, e dizer apenas «as suspensas» ou «as suspensões» não funciona assim tão bem. E como traduzir Leger? VersetzenNachreißenUberlauffen, AbsetzenDurchwechseln? Zucken? DurchlauffenAbschneiden? 1

Com certeza, podemos pensar em alternativas («Guardas», «Contra-técnicas», «Perseguir», «Ultrapassar» e «Desviar», etc). Mas, realmente traduzem bem o termo original? Fica mais claro o que quereis dizer através delas? Não envolvem pressupostos por parte de quem as escuta?

Nas aulas da Arte do Combate utilizamos uma terminologia próxima às fontes estudadas, mantendo os termos próximos2 da língua original antes que traduzidos, porque acho tem os seguintes benefícios:

  • Contextualiza o que fazemos: estudar uma arte marcial do S.XIV originária no Sacro Império Romano-Germano –e não assim uma arte do norte da península itálica no S.XV, ou a Verdadeira Destreza peninsular do S.XVII, ou o Jogo do Pau contemporâneo autóctone da Galiza e Portugal.
  • Cria um vocabulário técnico com significados específicos, o que evita equívocos e problemas de tradução. Assim, Winden é uma acção específica, sem nenhum outro tipo de interpretação que o termo traduzido possa dar a entender fora do explicado e treinado na aula.
  • É um valor de marca que dá identidade à prática. Não é bom ignorar o valor do marketing. De igual modo que as artes marciais orientais se identificam lexicalmente polo seu vocabulário (SenseiKiaiMorote Seoi Nage…), bem como a esgrima desportiva ocidental actual emprega termos franceses (riposte, flèche, allez…) ou italianos (maestro, radoppio…), ou o boxe utiliza mormente terminologia inglesa (jab, uppercut, ring, K.O.…), utilizar termos germanos no Kunst des Fechtens ajuda a fazer visível e dar carácter a olhos da população geral.
  • É parte do que fazemos! Se é possível separar história e técnica na nossa prática é tema para outro artigo. Mas a nossa arte marcial é histórica –produto dum tempo, cultura e contexto diferentes dos nossos– e conhece-lo e compreende-lo é necessário para a poder estudar em propriedade.

Reconheço que isto acrescenta uma carga de aprendizagem na pronúncia, escrita e assimilação dos significados para quem estuda a Arte do Combate. É possível aliviar esta carga facilitando nas aulas apontamentos da terminologia utilizada, por exemplo. Também é recomendável encorajar às estudantes a aprender a pronúncia correta dos mesmos (e, logicamente, utilizar essa pronúncia nas aulas).

Como clarificações finais, repare-se em que estou a censurar a tradução sistemática de terminologia original. Quer dizer: inventar um termo galego (português, brasileiro) para conceitos do MHD original, e descartar este ultimo do uso quotidiano.

Uma outra cousa é empregar termos autóctones (históricos, documentados) da esgrima ibérica. Nesse caso faz-se necessário combinar a introdução de termos da KdF com a preservação, recuperação e promoção do léxico original da nossa esgrima. Isto não tem por que ser conflituoso: há espaços em que utilizar o termo doméstico (no falar descontraído) e outros nos que utilizar o termo técnico (no nome ou descrição duma técnica).3 Tomemos por exemplo as partes da espada: «folha» (Klinge), «ponta» (Ort), «maçã» (Knopf)… são termos de uso, parte do nosso vocabulário. Dizer «podes pegar na maçã ou no cabo» é aceitável e útil. Por contra, se falar da «ponta do Zornhau» é válido, também é bom chamar a isso Zornort.

Assim, o elemento chave será, como sucede com frequência, a moderação. É bom sempre temperar com sentido comum o uso da terminologia: se dizer Durchwechseln resulta difícil, pode-se utilizar «troca de linha». Se Binden e Winden geram confusão, pode-se falar do «ligamento» no primeiro caso, etc. Mas não falhemos em utilizar os termos originais, especialmente em contextos formais, porque são, também, parte da Arte do Combate.

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Arte do Combate: história dum logótipo

Este artigo bastante longo é em parte deformação profissional e em parte resposta a algumas perguntas que recebi após fazer pública a marca da escola Arte do Combate. Vou tentar explorar nele os motivos e significados por trás do design.

Explorei muitas opções. Isso é uma vista de pássaro de parte dos desenhos que cheguei a criar.

Ao desenhar a logomarca de Arte do Combate tinha presentes várias necessidades:

  1. Criar uma marca diferenciada dentro das HEMA
  2. Facilmente reconhecível, de perto e de longe
  3. Fácil de reproduzir em diversos meios (uma ou várias cores, em quadricromia ou na web ou em vinil, etc)
  4. Com conteúdo semântico

Uma marca é combinação de nome + imagem gráfica. A imagem, à vez, depende frequentemente duma tipografia e dum estilismo, um símbolo ou ícone. Esses elementos interagem entre sim para constituir um todo.

O nome era a parte mais ou menos simples. Avaliei várias opções tomadas do campo lexical da Kunst des Fechtens, mas não queria escolher um termo alemão que parte do público local teria problemas em reproduzir. Devia ser memorável e descritivo e, dada a casuística linguística da Galiza, não apresentar dúvidas ortográficas.

Finalmente, a opção mais directa e simples, como sucede muitas vezes, foi a melhor: traduzir Kunst des Fechtens ao galego serve como nome da escola e da arte que treinamos ao tempo. Serve, também, para mudar o foco de «aulas de espada longa» para «aulas de Kunst des Fechtens», algo que queria aproveitar para fazer nesta nova etapa.

As cores também resultaram simples. Queria umas cores de contraste, eficazes. Queria trabalhar sobre uma base mormente branca para a imagem gráfica geral, para dar luminosidade ao projecto, e que sobre essa base contrastassem outras cores com força. Vermelho e preto eram escolhas óbvias —além de estar ligadas à tradição dos manuscritos medievais—, mas estão já em uso em vários colectivos e resultam menos reconhecíveis. Amarelo e preto, por contra, são menos utilizadas. São cores de advertência, de perigo (como o vermelho e preto) e funcionam mui bem juntas: sobre a vestimenta preta que utilizamos o amarelo e o branco têm, ambas, boa legibilidade —melhor que o vermelho. O amarelo (ouro) é, além disso, uma das cores históricas da Galiza.

A tipografia foi, junto com o símbolo, um dos elementos que mais variações teve. Queria algo moderno, legível, de impacto e desportivo.

Sim, desportivo, por associação à modernidade e contemporaneidade. Embora Arte do Combate seja um projecto fundamente afastado da prática desportiva, em primeira aproximação —na mente do público, receptor da publicidade— isso não é assim: as artes marciais são «desportos» para a gente comum. E os desportos são cousa diferente da recriação histórica, o LARP ou outras práticas com que a nossa actividade, por vezes, se pode confundir. Esquivar uma estética historicista serve, assim, para reforçar precisamente a prática marcial.

A tentação de escolher umas formas ainda assim históricas, ou mesmo modernas de inspiração histórica, era considerável. Nalgum momento quis recuperar as espectaculares tipografias Tannenberg e a Potsdam (tragicamente associadas ao regime nazista alemão, que ironicamente acabou proibindo o uso de todas as Gebrochene Grotesk afirmando que eram «letras judias»), já que presenta uma fusão das formas caligráficas góticas com o racionalismo e linha de traço recto próprias do modernismo e futurismo de princípios de século.

Porém, as formas góticas são menos conhecidas hoje, e presentam problemas de legibilidade. Além disso, reforçavam a direcção historicista que queria evitar. Preferi portanto deixa-las para algum uso pontual, ilustrativo, mas escolher uma tipografia de desenho moderno para a marca. As formas deviam ser de impacto, de cabeçalho, legíveis, reproduzíveis a grande tamanho. Deviam também encaixar com o estilo de traço do símbolo.

Para satisfazer estes pontos acabei por seleccionar a fonte Intro, uma tipografia simples de desenho modernista e forte impacto visual. As formas redondas e geométricas evocam uma época de progresso, de futuro, ideias que quero também associar à prática e interpretação que faço da Kunst des Fechtens.

O símbolo é o elemento final do conjunto. Não foi desenhado de forma autónoma: texto e imagem sofreram várias iterações em que se afectaram mutuamente, como pudestes ver na ultima mudança da tipografia descrita acima (posterior à criação do símbolo).

Queria criar um ícone que representasse o Kunst des Fechtens. Em qualquer processo de desenho o primeiro passo é estudar os trabalhos prévios que já existam, e neste caso tinha um antecedente evidente: a estilização quase que a Göteborgs Historiska Fäktskola utilizou até há pouco tempo (agora mudaram, ironicamente, por um estilo entre o historicismo e o hipster trendy).

A inspiração que a GHFS teve para esse símbolo é clara: os ícones dos desportos olímpicos. Comparai, acima, com o ícone utilizado nas olimpíadas de Barcelona 1992 (e como nota à margem, tendes aqui uma excelente comparativa de todos os ícones olímpicos modernos). E é uma boa inspiração: reforça a conexão de modernidade que quero estabelecer para Arte do Combate também. A postura da personagem é também adequadamente representativa —as Hengen, ou pontas suspensas, são centrais e características do Kunst des Fechtens em comparação com, por exemplo, as posturas que vemos na espada longa de Fiore.

Trabalhei portanto partindo dessa ideia. Queria utilizar uma limpeza de traço maior — mais geometria, com um carácter mais icónico, quase hieroglífico. Para isso, jogar com ângulos e linhas rectas.

Podeis ver que a ideia é simples, e o processo bastante natural: partir duma representação geométrica, minimalista, de formas singelas da postura, da Hengen. Depurar detalhes como a distância entre espada e mãos, a curvatura dos virotes. Acrescentar uma outra figura, em oposição, fechando assim a composição. Definir as pontas das espadas e os pés. Depurar a posição das mesmas marcando que uma lâmina fica sobre outra. Acrescentar o circulo para dar movimento ao conjunto e fechar o desenho… e assim, ao fechar o circulo, as espadas cruzadas tomam entidade própria, virando num ícone que pode ser utilizado de forma autónoma, sem as figuras.

Na figura solitária faltava certa harmonia, certo equilíbrio. Além disso, esquivava um facto importante da arte que treinamos: é uma actividade colectiva, social. Necessitamos gente com que trabalhar. Incorporar a segunda figura atendia esses pontos mas complicava o conjunto, transformando-o dum ícone numa ilustração, um desenho geométrico que pode ser utilizado para complementar e ilustrar a marca, mas não como o elemento simples que deve mostrar um isologótipo.

Extrair o círculo com as espadas é o final natural do processo e ironicamente devolve-nos a uma composição moderna quase evocadora do escudo de armas histórico, da composição heráldica. Fechamos assim um outro círculo, o semântico-conceptual, e retornamos através do design e a estética modernas a uma certa evocação histórica. Este tipo de processos circulares sucedem com surpreendente frequência no design.

O símbolo, com esse estilo de traço, é doado de equilibrar com o traço das letras, reforçando assim o conjunto. O resultado é harmónico e dinâmico à vez, estável e em movimento, histórico e moderno.

É um isologótipo que pede ser centrado, ocupar espaço e ter ar ao redor, mas que pode à vez ser reduzido a tamanhos pequenos sem perda de legibilidade ou qualidade. Pode ser facilmente representado com várias técnicas, do vinil à serigrafia, e pode ser aplicado em uma soa tinta ou em negativo sobre fundos fotográficos ou em situações de baixo contraste.

A presentação a uma tinta é simples e direta de fazer, bem como outras adaptações que sejam necessárias. Tem variações para uma presentação horizontal (como, por exemplo, nos cabeçalhos da página da AdC):

Há uma harmonia interna no design em vários pontos — por exemplo, o largo do traço, que na representação primeira é de 2x o largo do traço das letras, e na representação horizontal de 1x esse largo. Essa mesma distância define os «ocos» ou espaços negativos no isologótipo. Também as distâncias entre as letras, entre as palavras, e entre as palavras e os objectos foram cuidadosamente ajustadas, já que particularmente na versão horizontal era necessário igualar o largo das palavras «arte do» com «combate» para o conjunto ficar simétrico:

Com certeza, a marca continuará a evoluir —raramente sou capaz de deixar fixado um desenho demasiado tempo, quando depende de mim— segundo apareçam necessidades e problemas novos ou encontre melhores soluções. Mas, pelo momento, gosto do resultado.

Vídeo

Regra 1 do Zufechten

Este exercício, que chamo de «Regra»,1 é similar às katas das artes marciais orientais: uma sequência de movimentos pensada para trabalhar a memória muscular e a forma técnica.

A «Regra 1 do Zufechten» inclui os movimentos mais básicos no jogo da espada. Atende especificamente ao Zufechten, deixando para posteriores formas a técnica própria do Krieg.

É uma sequência reversível (quer dizer: uma vez completada desde o Vom Tag direito, ao virar no sítio é possível fazer o caminho de volta desde o Vom Tag esquerdo).

As escolhas táticas nela apresentadas não são necessariamente ótimas. Trata-se de movimentos básicos pensados para quem está a se iniciar no jogo da espada longa, não de técnica canónica própria do KdF. Tampouco se trata duma «frase de armas».2 É possível conceptualizar partes da Regra dessa maneira, mas outras resultam muito forçadas. Trata-se, então, apenas duma cadeia de movimentos que já devem resultar conhecidos pelo seu uso nas aulas regulares e que tem como objetivo trabalhar a forma e a memória muscular.

Devo assinalar que esta regra é invenção moderna, para ser utilizada nas aulas da Arte do Combate (ou livremente por quem quiser) como recurso pedagógico e de treino em solitário. Não foi tomada de tratado histórico nenhum, toda vez que não existem estas regras ou katas na tradição documental da Kunst des Fechtens.3

Ainda bem, as regras detalhadas historicamente para outras armas, épocas e tradições esgrimísticas costumavam ser mais simples, com menos movimentos, e o currículo conformava-se de muitas destas (ver as 32 Regras detalhadas por Figueiredo no Memorial da Prattica do Montante, por exemplo), polo que o meu uso do termo não é estritamente coerente como o uso histórico. Mas o currículo que utilizo na Arte do Combate está focado na Zettel de Johannes Liechtenauer e tem uma aproximação pedagógica mais sistemática, polo que Regras como esta servem, para os meus propósitos, como uma ferramenta de apoio ou resumo do trabalho feito em aulas anteriores.

Como nota final a esta digressão sobre a história das Regras: um dos documentos mais antigos da tradição esgrimística ibérica é o Las nueve reglas de la espada de dos manos, do primeiro terço do S.XVI. É um documento muito interessante e mostra que existia uma tradição de luta específica com o seu próprio sistema pedagógico e estilístico. Porém, sendo o único documento do sistema resulta muito difícil de decifrar. Em primeira aproximação, não parece compatível com a Kunst des Fechtens, mas será necessário um estudo maior dele no futuro.

Descrição da regra

Recomendo ver o vídeo já ligado acima após ler estas indicações. A gravação é algo velha e imperfeita, e hoje tenho feitas algumas pequenas mudanças. Devo gravar nalgum momento uma versão mais atual, mas essa dá para ver a ideia geral.

Opcionalmente, no início:

  • Desembainhar
  • Saúdo

Desde Vom Tag no lado dominante (assumirei uma pessoa dextra no texto):

  1. Oberhau direito [longo] + passo recto
  2. Zucken4 com Zornhau5 esquerdo + passo transversal
  3. Unterstich6 direito, de punho7 + compasso recto
  4. Durchwechseln e Unterstich desde Pflug esquerdo + passo recto
  5. Oberhau [defensivo] na direita + passo estranho
  6. Oberhau [defensivo] na esquerda + passo estranho
  7. Unterhau esquerdo a Ochs direito + passo de roda
  8. Unterhau direito a Ochs esquerdo + passo de roda
  9. Oberhstich8 esquerdo, de punho + compasso recto
  10. Durchwechseln e Oberhstich desde Ochs direito + passo recto
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Representação dos movimentos de pés. Também tentei indicar a posição da espada, mas a perspetiva limita muito neste aspeto. A linha horizontal representa onde está o centro de gravidade. A linha perpendicular a ela é a linha de ataque que nos une com a pessoa oponente.

Observações

Desde o Ochs direito final é possível girar no sítio (180º) e ficar assim em Vom Tag esquerdo, desde o que podemos fazer a Regra com lateralidade invertida.

É possível dividir a regra em duas partes bem definidas para facilitar a aprendizagem: o jogo baixo compreende os movimentos 1 – 4 e o jogo alto os 7 – 10, ligados ambos pela sequência dos dous Oberhauen defensivos. O jogo alto é mais complexo a nível biomecânico.

A aprendizagem (e o seu uso em exibições públicas) beneficia-se de fazer movimentos amplos. A medida que a Regra vai sendo interiorizada, estes devem virar mais fechados e compactos, seguindo as premissas do caminho mais curto.

Uma vez dominada a Regra, é possível trabalhar sobre ela de forma livre, introduzindo variações contra as reacções de um oponente imaginário: mudar o Zucken por Abnehmen ou por Durchwechseln ou por Abschneiden; ou fazer o próprio nos Unterhauen. O jogo de pés deve ser adaptado em consequência, e é possível que certas mudanças requeiram outros movimentos a seguir.

A Regra é adaptável para outras armas — por exemplo o Messer, lança ou mesmo mão vazia. É um bom exercício para quem já a domina na espada longa.

A Regra a mão vazia é uma boa forma de dedicar uns minutos todos os dias à prática da Kunst des Fechtens. Pode ser praticada na casa, no corredor, na sala — até no lugar de trabalho, no descanso. Não requer demasiado espaço e nenhum material específico.

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Vídeo

Zornhau como Vorschlag e técnicas relacionadas

Este vídeo é uma explicação que gravei para partilhar ideias com camaradas da HEMA-BrasilZornhau empregado no Vorschlag, e algumas possibilidades que de aí derivam (Zornort, Duplieren, Mutieren, Umbschlagen).

Pode dar uma mostra de como o jogo da espada longa depende da relação de forças por trás do Binden (o contato ou «ligamento» entre as espadas) e o lugar em que este se produz, e de como o Fühlen (literalmente «sentimento») nos informa de se a oposição é «dura» (Hart) ou «branda» (Weich), e se esta está a se está a produzir no nosso forte (Stark) ou fraco (Schwach).

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